Já vinha cogitando isso há um tempo e hoje resolvi: O Pacha Mama encerra suas atividades. Quem quiser me encontrar procure o Ovelha Pop, que em breve passará por reformulações. Obrigada a todos que me seguiram nesse percurso. Foi muito, muito bacana!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Ele. Ela
Ele e duas frases.
A primeira, depois de uma brincadeira:
Mamãe, você é muito doida.
A segunda, um pouco antes de dormir:
Mamy, você é uma gracinha.
Ela me ensinando a dançar:
Mamy, feche os olhos e solte sua felicidade, assim...
E lá foi ela, rodopiando pela sala, os olhos fechados e os braços abertos.
A primeira, depois de uma brincadeira:
Mamãe, você é muito doida.
A segunda, um pouco antes de dormir:
Mamy, você é uma gracinha.
Ela me ensinando a dançar:
Mamy, feche os olhos e solte sua felicidade, assim...
E lá foi ela, rodopiando pela sala, os olhos fechados e os braços abertos.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
O que andamos aprontando...
Eu e a Nina estamos colecionando bonecas Moranguinho do anos 80: fofinhas, com cara de menininhas e com mil possibilidades de brincadeiras. Uma quer ser fotógrafa, a outra artista plástica, a outra é a Nina em miniatura. Huuuum e, de certo modo, é uma atitude ecológica, não é?
Theo é louco por carrinhos. Isso vem no DNA é, gente? Ele gosta tanto que chega a dormir com os mesmos. Depois eu tiro, pra não machucar, afinal carros não são fofinhos mesmo que venham como esse daí, sorrindo...
No mais, Nina está praticamente lendo (curiosa que é) e ele já identifica alguns números. Sou sincera: não fico ensinando nada antes do tempo. Nem a escola (que já averiguei). Minha hipótese é de que essas crianças contemporâneas são do balacobaco...
Eu...Bem, eu, pra variar, estou com um projeto novo, mas só contarei depois!
Theo é louco por carrinhos. Isso vem no DNA é, gente? Ele gosta tanto que chega a dormir com os mesmos. Depois eu tiro, pra não machucar, afinal carros não são fofinhos mesmo que venham como esse daí, sorrindo...
No mais, Nina está praticamente lendo (curiosa que é) e ele já identifica alguns números. Sou sincera: não fico ensinando nada antes do tempo. Nem a escola (que já averiguei). Minha hipótese é de que essas crianças contemporâneas são do balacobaco...
Eu...Bem, eu, pra variar, estou com um projeto novo, mas só contarei depois!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Colo
Hoje entrei com uma amiga numa chocolateria perto do escritório. Na entrada, uma mãe e um bebê, uma menina dos seus seis meses, num carrinho. Muito bonitas, as duas, mãe e filha. Logo elas se prepararam para ir embora e minha amiga pegou o fim do diálogo dela com a atendente:
-Não dou colo para que ela não se acostume.
Que horror, pensei. De onde as pessoas tiram esses conceitos? Em que outra fase da vida teremos literalmente colo de mãe? E o toque? E o vínculo que corpo com corpo constrói?
Voltei para casa muito triste, triste pela menininha e por sua mãe que talvez não saiba ou não se importe de saber que está transmitindo carência, insegurança. De nada adiantam as roupas bonitas, o cabelo bem tratado, as maneiras polidas e educadas. De nada adianta a aparência se dentro o afeto está em falta, se se é incapaz de acolher, de dar colo.
Meus filhos chegaram da escola e ficamos grudados até a hora em que escrevo esse post. Estou rezando por essa mãe e pelo seu bebê.
-Não dou colo para que ela não se acostume.
Que horror, pensei. De onde as pessoas tiram esses conceitos? Em que outra fase da vida teremos literalmente colo de mãe? E o toque? E o vínculo que corpo com corpo constrói?
Voltei para casa muito triste, triste pela menininha e por sua mãe que talvez não saiba ou não se importe de saber que está transmitindo carência, insegurança. De nada adiantam as roupas bonitas, o cabelo bem tratado, as maneiras polidas e educadas. De nada adianta a aparência se dentro o afeto está em falta, se se é incapaz de acolher, de dar colo.
Meus filhos chegaram da escola e ficamos grudados até a hora em que escrevo esse post. Estou rezando por essa mãe e pelo seu bebê.
domingo, 21 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Erotização infantil na pauta
Essa semana o tema da erotização infantil voltou à tona com intensidade devido a dois ensaios fotográficos franceses. Não, não é no Brasil e eu que há dois posts atrás reclamava da legislação brasileira no que diz respeito à publicidade, reconheço que o buraco é bem mais embaixo.
Um dos ensaios, da Vogue francesa, traz a mini top-model (!) Thylane Blondeau em poses assumidamente eróticas, com roupas não condizentes com a sua idade e com maquiagem pesada. Não se trata de uma brincadeira inocente e nem uma reprodução daquilo que as meninas tanto fazem, de se maquiar, colocar o salto e a roupa da mãe e brincarem de gente grande. Pelo contrário. O olhar da câmera é sedutor e pede à pequena modelo que seduza também. Nenhuma menina de 10 anos, ou de mais de 10 anos, tem maturidade para aguentar as consequências do estímulo sexual precoce, isso é fato.
No outro ensaio, da Jours après Lunes, uma marca de lingerie infantil(!), embora a maquiagem seja mais suave, as imagens das meninas remetem às prostistutas do século XIX e às pin-ups. De novo, nada de inocente, o que me faz perguntar mais uma vez: não há limites para a publicidade? Não há limites para esse Minoutauro engolidor de vidas inocentes?
Não perguntarei pela responsabilidade desses pais, visto que se a tivessem não permitiriam suas crianças expostas dessa maneira. Pergunto é pela responsabilidade do Estado na proteção das crianças e na mobilização da sociedade civil no repúdio a atitudes como essas.
Historicamente a infância é uma criação muito recente. Até o século XVII crianças eram vistas como reproduções dos adultos. Assim crianças eram vestidas como mini-adultos, assumiam suas responsabilidades e não encontravam na família o lugar da afeição que as sociedade industriais começaram a lhes reservar. Não era raro, já no século XX, que crianças casassem e até parissem outras crianças (como ainda hoje infelizmente ainda não é raro).
A criança, ou a infância, como a conhecemos hoje é um produto da ascensão da burguesia e dos estudos psicológicos que se inauguraram a partir dos estudos de Freud. Graças a esses fatores deu-se à criança o seu devido lugar na sociedade, estudou-se seus processos de desenvolvimento, seus limites e potencialidades. Logicamente isso parte de um modelo ideal pois nem todas as crianças têm seus lugares garantidos, seus direitos respeitados. Quando campanhas como essas expõem uma criança, estão expondo a todas. Quando erotizam uma menina ou menino, estão erotizando a todos os meninos e meninas. Campanhas como essas representam não apenas um retrocesso, mas sobretudo um risco a todas as crianças.
Nisso, que papel nos cabe como pais, mães, cidadãos? Denunciar, boicotar, escrever nossos textos de repúdio, fortalecer nossas redes e nos fortalecer em nossos princípios. Parece pouco, mas não é. Acredito muito no poder que temos ao nos unirmos em torno de uma ideia.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A mãe de braços cruzados
Ontem fomos a um aniversário de um amiguinho da Nina, que é filho de uma pessoa fofa, super-querida.Não sei se preciso dizer, mas enfim, já digo, que não curto nada aniversários em buffets, mas vá lá, o menino queria muito e os pais fizeram e a criançada amou ( e amam sempre, não é, essas festas pré-fabricadas, enfim...).
Chegou a hora do parabéns e as crianças se amontoaram na frente da mesa. Crianças agitadas, mexendo na decoração, quase derrubando a mesa. Alertei a minha filha de primeira: não mexe e não encosta na mesa, por favor. Uma amiga que estava ao lado fez o mesmo. No entanto boa parte das outras crianças, pequena horda de pequenos piratas, só pensava em saquear a bendita mesa. Não, não era nada de roubar os doces (que acho super-válido, afinal são crianças) mas de mexer na decoração, de empurrar os bonecos, de tirá-los do lugar. Os monitores tentavam contê-los, sem sucesso. Minha amiga comentou: vão derrubar a mesa. E por duas vezes vi a mesa oscilando. Daí um menino de uns 7 ou 8 anos finalmente arranca parte do tule que decora a mesa e começa a provocar os outros e sem mais nem menos começa um cabo de guerra com o tal tule. Ele e mais uns cinco meninos. Os adultos ao redor olham e não fazem absolutamente NADA. Escuto uma mãe falar pra apressarem a mãe do aniversariante antes que derrubem tudo.
Então não me contive. Fui até os pequenos gladiadores, pedi licença e peguei o tule de volta. Ao fazer isso, escuto a mãe do tal menino dizer: Entrega, filho, pra moça, ela tá pedindo.
Oi?
A vontade que tive foi virar e perguntar: Ei, você estava aí o tempo inteiro de braços cruzados e foi incapaz de controlar seu filho e de ensiná-lo um mínimo de civilidade e respeito?
Não disse. Apenas coloquei o tule de volta na mesa e rezei para que essa mãe (assim como as dos outros, caso estivessem vendo o mau comportamento dos filhos) reflita um pouco sobre o que significa dar limites a uma criança.
A criança não tem culpa de não aprender coisas básicas como educação, respeito, civilidade, tolerância. Cabe aos pais passar esses valores. A criança não tem culpa de ter um comportamento deplorável se tem pais que não o educam. Mas esses pais, ai meu Deus, que preguiça! Que raiva!
Chegou a hora do parabéns e as crianças se amontoaram na frente da mesa. Crianças agitadas, mexendo na decoração, quase derrubando a mesa. Alertei a minha filha de primeira: não mexe e não encosta na mesa, por favor. Uma amiga que estava ao lado fez o mesmo. No entanto boa parte das outras crianças, pequena horda de pequenos piratas, só pensava em saquear a bendita mesa. Não, não era nada de roubar os doces (que acho super-válido, afinal são crianças) mas de mexer na decoração, de empurrar os bonecos, de tirá-los do lugar. Os monitores tentavam contê-los, sem sucesso. Minha amiga comentou: vão derrubar a mesa. E por duas vezes vi a mesa oscilando. Daí um menino de uns 7 ou 8 anos finalmente arranca parte do tule que decora a mesa e começa a provocar os outros e sem mais nem menos começa um cabo de guerra com o tal tule. Ele e mais uns cinco meninos. Os adultos ao redor olham e não fazem absolutamente NADA. Escuto uma mãe falar pra apressarem a mãe do aniversariante antes que derrubem tudo.
Então não me contive. Fui até os pequenos gladiadores, pedi licença e peguei o tule de volta. Ao fazer isso, escuto a mãe do tal menino dizer: Entrega, filho, pra moça, ela tá pedindo.
Oi?
A vontade que tive foi virar e perguntar: Ei, você estava aí o tempo inteiro de braços cruzados e foi incapaz de controlar seu filho e de ensiná-lo um mínimo de civilidade e respeito?
Não disse. Apenas coloquei o tule de volta na mesa e rezei para que essa mãe (assim como as dos outros, caso estivessem vendo o mau comportamento dos filhos) reflita um pouco sobre o que significa dar limites a uma criança.
A criança não tem culpa de não aprender coisas básicas como educação, respeito, civilidade, tolerância. Cabe aos pais passar esses valores. A criança não tem culpa de ter um comportamento deplorável se tem pais que não o educam. Mas esses pais, ai meu Deus, que preguiça! Que raiva!
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